do ruidoso silencio
Estou fã da minha nova cozinha.
Melhor, do exaustor que nela existe em lugar das chaminés que sempre tive.
Se, antes, cozinhar já era terapêutico, é agora ainda mais eficaz. O ruído que faz enquanto suga os vapores daquilo que preparo é deliciosamente calmante. Estranho, não é? Mas certo é que deixo de ouvir os gritos insanos e ligeiramente irritantes que ecoam pelo resto da casa, provenientes daquilo que muita gente consideraria uma família de loucos...
E naquele silêncio ruidoso abstraio-me de tudo e gozo, egoisticamente, de um pouco do meu tempo.

© pedro_efe
Melhor, do exaustor que nela existe em lugar das chaminés que sempre tive.
Se, antes, cozinhar já era terapêutico, é agora ainda mais eficaz. O ruído que faz enquanto suga os vapores daquilo que preparo é deliciosamente calmante. Estranho, não é? Mas certo é que deixo de ouvir os gritos insanos e ligeiramente irritantes que ecoam pelo resto da casa, provenientes daquilo que muita gente consideraria uma família de loucos...
E naquele silêncio ruidoso abstraio-me de tudo e gozo, egoisticamente, de um pouco do meu tempo.

© pedro_efe
a proposito de palhaçadas
Surripio esta maravilhosa alegoria do post sério a brincar - just the way I like it - d@ querid@ e grande Manel...
Um temerário passarinho recém-nascido, deixado por momentos sozinho no ninho, decide lançar-se no espaço e voar. Naturalmente, não consegue, e estatela-se no chão. Meio zonzo, apercebe-se que não conseguirá regressar ao ninho por si só e começa a tiritar de frio. Um cão que ali passava resolve ajudá-lo: pega no passarito e acomoda-o numa quente e fofa bosta que uma vaca deixara ali perto. Contente com o conforto tão generosamente providenciado pelo amigo canino, o passarito chilreia de contente. E canta e canta e canta do seu poiso quentinho. Atraído pelo jovem chilrear, aproxima-se um gato - naturalmente, o mau da fita -, saca da bosta o passarito e devora-o, não sem antes o sacudir um bocadinho, já se sabe que os gatos são animais de um asseio irrepreensível.
Moral da história:
-Nem sempre quem te deixa na merda te quer mal;
-Nem sempre quem te tira da merda te quer bem;
-E sobretudo, quando estiveres na merda está muito caladinho.
É que uma pessoa tem mesmo que rir, para não viver a chorar.
Um temerário passarinho recém-nascido, deixado por momentos sozinho no ninho, decide lançar-se no espaço e voar. Naturalmente, não consegue, e estatela-se no chão. Meio zonzo, apercebe-se que não conseguirá regressar ao ninho por si só e começa a tiritar de frio. Um cão que ali passava resolve ajudá-lo: pega no passarito e acomoda-o numa quente e fofa bosta que uma vaca deixara ali perto. Contente com o conforto tão generosamente providenciado pelo amigo canino, o passarito chilreia de contente. E canta e canta e canta do seu poiso quentinho. Atraído pelo jovem chilrear, aproxima-se um gato - naturalmente, o mau da fita -, saca da bosta o passarito e devora-o, não sem antes o sacudir um bocadinho, já se sabe que os gatos são animais de um asseio irrepreensível.
Moral da história:
-Nem sempre quem te deixa na merda te quer mal;
-Nem sempre quem te tira da merda te quer bem;
-E sobretudo, quando estiveres na merda está muito caladinho.
É que uma pessoa tem mesmo que rir, para não viver a chorar.